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Vencendo o câncer



Geeeeeente do meu coração, tudo bem?
Como estou? Estou bem, obrigada!

Hoje completamos uma semana de cirurgia.
Como estão os meus dias?
Ótimos!

Na fotinha estou a cara da Maria do Bairro, mas vou ficar gatinha logo, logo. hahahaha #aguardem

A palavra desistir nunca fez parte do meu vocabulário. Haverá sempre dias nublados, mas a gente faz o sol brilhar em qualquer circunstância!!! #fato  

Como vocês já sabem, o ano de 2016 está sendo incrível, repleto de fortes emoções e superação.
São quase 14 anos trabalhando de forma voluntária com pacientes de oncologia. É claro que a gente nunca imagina que a doença vai bater lá em casa. Pois bem, a doença muuuuuito abusada, resolveu aparecer sem ser convidada, invadiu o meu corpo, deu uma pequena espalhadinha e causou um grande transtorno.

O que o câncer não sabia, ou fingiu não saber? É que a doença escolheu a pessoa errada.
Mesmo ele dando uma espalhadinha, a gente não desistiu e a guerra foi declarada.
Com muito humor, otimismo, carinho da família e de todos os amigos que conquistei na vida, tudo, tudo, absolutamente tudo está sendo muito mais leve.  

Como tudo começou?

No início do ano, após uma viagem ao Brasil, acabei me sentindo muito, muito cansada. Me sentia um camelo no deserto. É sério!

O primeiro médico me diagnosticou com dengue. Me notificou, me deu uma carteira (daquelas que alega que a gente tá dengosa, sabe?) e bateu o pé, afirmando que eu tinha dengue. Eu briguei com ele, claro. No fundo, bem lá no fundo, eu já sabia que algo de muito errado estava acontecendo com o meu corpo.

Eu nunca tinha ficado doente. Tá, uma dengue básica no ano passado e só!!!

Os meses foram passando, as dores foram ficando insuportáveis, só morfina era capaz de aliviar as dores diárias. Paralelo às dores, o cabelo ressecou, caiu, as unhas do pé e das mãos quebravam diariamente, a pele ficou extremamente seca, o cansaço aumentou absurdamente, perdi muuuuuito peso, algo na casa dos sete quilos. A minha animação foi até Plutão e demorou para encontrar o caminho de casa.

Os meses foram passando, voltei ao Líbano. Briguei muito com as dores, mas não desisti nenhum dia.

Se foi soda?  Foi, gente!
Resolvi voltar mais uma vez ao Brasil e buscar por novos profissionais.
Foram nove meses batendo cabeça...até chegar o verdadeiro diagnóstico.

Diagnóstico

O diagnóstico só chegou, acreditem, depois de trocar todos os meus médicos.
Busquei por um oncologista jovem, que falasse a minha língua, que fosse capaz de ajudar a desvendar as causas das minhas dores e pudesse sanar todas as minhas dúvidas.
Encontrei o doutor Aref Muhieddine, que desenvolve um trabalho muito interessante, com mulheres jovens, que lutam contra o câncer. O trabalho leva o nome de “Moça Bonita” e é desenvolvido com mulheres que estão na América Latina, África e Oriente Médio. #metorneiumamoçabonita :D

Era uma tarde fria de agosto. Cheguei para uns freelas nas Olimpíadas do Rio. Antes, passei por São Paulo. Uma garoa fina cai na cidade, quando recebi uma ligação com o resultado dos exames, que foram feitos no dia anterior.

Sozinha, em plena Paulista, o telefone toca e o meu oncologista é objetivo, “o nódulo é um câncer”.
Era um câncer de tireoide. Como assim? O câncer de tireoide não dá esses sintomas.
O sinal de alerta foi aceso.

A notícia não me assustou muito. É claro que ninguém quer ter câncer, né? Só que não é feio dizer que você está doente. É preciso entender o que é o câncer e procurar pelo o melhor tratamento. Feio é você ser demodê, manter um preconceito tolo, continuar ignorante e não saber vencer o câncer.

Tratamento diferenciado para pacientes jovens

Só quem é jovem, que já enfrentou ou está enfrentando uma batalha contra o câncer, sabe como é importante receber um atendimento de acordo com a sua faixa etária. As dúvidas são imensas e com uma linguagem adequada, o quadro pode ser totalmente animador.

O meu oncologista, doutor Aref Muhieddine foi fundamental em todo o processo. Foi ele que me encaminhou para um dos melhores cirurgiões do Brasil, o doutor Roberto Elias Miguel. Juntos, os médicos decidiram que o tratamento deveria ser feito no melhor hospital do Brasil. É aí que entra o Sírio-Libanês na minha vida.

Eu, jornalista (todo mundo sabe que jornalista é pobre, né? Hahahahaha #mejulguem), fazer o tratamento no Sírio? Como Assim? #Jesusmesalva :O
Lá fomos nós.


O procedimento foi bem delicado. Foram quase cinco horas de cirurgia. Todo mundo dizia que eu ia ficar alguns dias sem falar. Bobagem, gente! Foi só me acordar e eu já estava tagarelando, sem nenhuma alteração na voz. Hahahaha

Motivo: Deus cuidou de cada detalhe e os médicos lacraram. A cirurgia teve um resultado ótimo. Não adianta negar, ser tratada por profissionais que ofertam atendimento humanizado, dentro de um grande hospital, preparado clinicamente, com o que existe de mais novo dentro da medicina, o resultado não poderia ser melhor.

Atendimento humanizado

O  doutor Aref entrou na sala de cirurgia para acompanhar todo o procedimento,  o que  possibilitou uma visão mais ampla do melhor tratamento pós-cirurgia.  O doutor Roberto Elias e o doutor Olímpio, são realmente grandes cirurgiões. Acompanhados de uma equipe espetacular, deram conta de arrancar o tumor e descobrir que ele tinha buscado reforço para espalhar com mais força e agilidade.

De todos os nódulos que foram retirados, cinco acenderam como árvore de Natal. Acho que foram todos os sapos que eu engoli na vida. Hahahahaha
Agora não vou engolir nenhum sapo, aguardem! :D :D :D

Resultado

Depois de ter passado por cinco médicos diferentes, tido inúmeros diagnósticos equivocados, agradeço ao bom Deus por ter colocado outros médicos no meu caminho, como o meu oncologista e os meus cirurgiões. Vocês arrasaram!

 Fiz um relato superficial dos acontecimentos dos últimos meses. Num outro post, com mais novidades, volto para compartilhar com vocês esse desafio.
Um conselho? Busque por profissionais que consigam entender os seus anseios. O bom profissional de saúde está sempre se qualificando, mantendo uma conexão com as mudanças na medicina, além de ofertar atendimento humanizado.

Salve Mais Um

Gente, não vou conseguir doar sangue nos próximos meses. Sendo assim, quero pedir para quem puder, não perde tempo e dá um pulo no hemocentro mais próximo. É importante lembrar que cada bolsa de sangue, acreditem, podemos salvar até quatro vidas. Yalla!!! 

Obrigada por todo carinho recebido!

Juro que estou tentando responder todos os e-mails, mensagens e telefonemas.
É muito bom saber que temos amigos para toda e qualquer situação.
Beijos, gente.

#nasegundaalucomeça #combateaocâncer #síriolibanês #Brasilsemcâncer

Obs: Contato dos meus médicos que vocês estão pedindo.
Detalhe: Nenhum profissional faz consulta online. É preciso marcar uma consulta no consultório, tá?
:D

Doutor Roberto Elias: contato@drrobertoelias.com.br - Cirurgião
Doutor Aref Muhieddine: draref@terra.com.br - radioncologista

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